,

[REVIEW] Nissan Sentra Nismo 2017, primeiro teste: o retorno!

Uma dose (suave) de potência turbinada.

Nissan Sentra Sismo 2017

A última vez que a Nissan ofereceu um Sentra esportivo foi em 2012, quando os modelos SE-R e SE-R Spec V foram alimentados por um I-4 naturalmente aspirado de 2.5 litros. Desde que o Sentra atual entrou em produção, uma versão esportiva esta em falta – até agora, com o Sentra NISMO. Dessa vez, o Sentra esportivo vem com um design exterior gritante contando com listras vermelhas, entradas de ar mais baixas, um difusor traseiro diferente, soleiras laterais, postura mais baixa e um aerofólio em formato de lábio. Como compara-lo aos Sentras esportivos do passado? Vamos descobrir.

Um motor de dar inveja

Dando potência ao Nissan Sentra NISMO 2017 temos um motor turbo de quatro cilindros, 1.6 litros combinado a um câmbio de seis marchas manuais (um CVT é opcional, a mesma unidade encontrada no Sentra SR Turbo e no crossover Juke. Infelizmente, o Sentra NISMO não teve um impulso de força e ainda esta classificado em 188 cavalos e 177 lb-ft de torque. Na pista o Sentra NISMO alcança 60 mph em 7.3 segundas e um quarto de milha em 15.3 segundos na velocidade de 92.4 mph, colocando-o lado a lado com o Honda Civic Hatchback e ao Mazda3 2.5. Em comparação aos modelos Sentra SE-R e SE-R Spec V testados em 2007, o Sentra NISMO é 0.1 segundo mais rápido até 60mph e 0.4 segundos mais rápido para chegar em um quarto de milha, quando esta viajando 2.5 mph mais rápido que o SE-R. Entretanto, o Sentre SE-R Spec V mais poderoso de 200 cavalos foi mais rápido que o NISMO, algançando 60 mph em 6.4 segundos e um quarto de milha em 14.9 segundos a 93.6mph. Por outro lado, a performance dos freios foi a que teve mais melhoras – O Sentra NISMO parou de 60 mph em 112 pés, graças a seus discos de freio mais largos e pastilhas de freio com alta resistência ao calor. Em comparação, os Sentra SE-R e SE-R Spec V pararam dos 60 mph em 133 pés e 126 pés respectivamente.

Como o resto da linha Sentra, o Nismo tem suportes frontais MacPherson e um feixe de torção atrás. Uma atualização foi feita na suspensão com um amortecedor traseiro monotubo, afinação exclusiva para as molas e suportes frontais, rodas de 18 polegadas em liga embaladas por pneus Micheline 215/45ZR18 versão piloto esporte para todas as estações, que distinguem o Sentra NISMO de outros variantes para pedestres. O carro fez o percurso em oito no tempo de 26.7 segundos com a media de 0.66g e gerando 0.87 g de aceleração lateral. Isso coloca o carro na frente do velho Sentra SE-R, que finalizou o oitro em 28.3 segundos com media de 0.59g e produzindo 0.79 de aceleração lateral. O Sentra SE-R Spec V fez o percurso em 27.4 segundos, média de 0.64, deixando o NISMO pra trás; entretanto, o velho SE-R Spec V teve uma aceleração lateral um pouco melhor que o NISMO, com 0.88 g.

Depois de passar o NISMO por nosso regime de testes, nós o levamos as ruas sinuosas de San Gabriel e das montanhas de Malibu, para ver se ele faz just ao adesivo adornando seu porta malas. Infelizmente, foram ai que as falhas vieram a tona. O motor turbo de 1.6 litros com quatro cilindros não é como o pequeno motor de tubos da Hyundai/Kia, Volkswagen e Honda, todas as quais oferecem boa quantidade de torque baixo e médio. Abaixo de 3000 rpm não existe muita potência, então você deve mante-lo acima disso, especialmente quando você precisa para passar e trocar para o grande trafego. Esse não foi o caso do Juke com CVT equipado porque a transmissão tem a habilidade de mascarar o atraso do turbo mantendo o motor no limite de sua potência quase todo o tempo. O Sentra NISMO de fato tem um modelo esportivo, porém não muda muita coisa até que você esteja em altas rotações, quando a resposta do acelerador fica um pouco agressiva demais.

Na estrada você estará lutando com o atraso do turbo frequentemente, o problema oposto ao qual carros turbos como o Honda Civic Hatchback sofrem, este que tem uma faixa de potência mais usável. O Nissan tem bastante potência assim que você chega em altas rotações. A marcha manual de 6 velocidades tem longos lançamentos que podem desacelerar a habilidade ou a vontade de trocar rapidamente. A embreagem é vaga e não comunicativa, deixando difícil de descobrir o ponto de engajamento. Isso coloca o Sentra NISMO atrás de carros como o Honda Civic Hatchback, que tem melhores trocas de marcha e um ponto de engajamento na embreagem que é mais fácil de encontrar.

Com seu chassi e volante atualizados, você espera que o Nissan Sentra NISMO 2017 se vire bem e seja divertido de dirigir quando a estrada se retorce. Nas estradas curvas de Angeles Crest e Malibu, o carro provou-se capaz e interessante de se dirigir com o mínimo de jogo de corpo; não obstante, nas partes mais apertadas o carro subvira muito. O volante, em contrapartida, não é comunicativo e falta precisão. Se quiser um manejo melhor, a Nissan oferece os pneus Bridgestone Potenza RE-71R de verão como opção, o qual ajuda mitigar a subviragem e permite ao Sentra NISMO se firmar melhor na pista.

Um ponto a desejar no Nissan Sentra Nismo

O feixe de torção não ajuda o Sentra na qualidade da corrida porque o deixa nervoso gerando imperfeições. Passe por buracos ou solavancos e a traseira fica pulando, especialmente se acontecer enquanto você estiver numa esquina. Ele fica mais macio em superfícies mantidas de melhor maneira, mas ainda é um pouco rígido sendo o que é. Quando você leva em consideração que a dinâmica de direção do Sentra NISMO perde para outros compactos, fica obvio que o que se perde no conforto da corrida não é recompensado com um manejo melhor. Uma suspensão traseira independente ajudaria muito em melhorar o andar e o manejo do Sentra porque pode afogar as imperfeições melhor e prevenir a traseira de ficar incomoda muito facilmente em superfícies não muito perfeitas. Rivais como o Honda Civic Hatchback, Mazda3 2.5 e Volkswagen Jetta GLI utilizam suspensão traseira independente e multilink para oferecer um pacote de andar e manejar melhor.

Interior nissan sentra 2017

Interior de dar inveja

A qualidade do material mistura estofos macios na parte superior e um mar de baratezas em plástico duro através do resto da cabine, incluindo a parte central, console, painel da porta e descanso dos braços. A estrutura do painel e do assento dianteiro do nosso testador chacoalhava e rangia, fazendo com que a cabine parecesse ainda mais barata, Entretanto, com um interior espaçoso para cinco passageiros, um porta malas de 15.1 pés cúbicos e bancos dobráveis padrão 60/40 fazem do Sentra tão prático quanto seus irmãos mais velhos. O conforto dos assentos esta na média, mesmo com os assentos exclusivos para o modelo NISMO, porem, por conta da posição alta dos bancos, ele não exala uma sensação de esportividade, apesar dos reforços agressivos e suportes apertados.

Contando com uma tela touchscreen 5.8, a interface Nissan Connect Multimedia encontrada no Sentra está desatualizada e as respostas da tela ao toque são lentas. Controles da unidade principal são simples, usando botões, botões giratórios e o touchscreen mesmo. Quando comparado ao display multinformacional mais limpo de 5 polegadas entre os indicadores, os gráficos de vovô do touchscreen fazem o carro parecer ainda mais datado. Como opcional tem-se um sistema Bose de áudio, que é decente, mas poderia ser melhor balanceado por conta de seu baixo muito pesado em certas ocasiões.

Nosso veículo de teste com seis marchas manuais deu entrada em $27.370 (mercado americado), colocando-se no mesmo preço que o Civic hatchback, que o Jetta GLI e que o Mazda3 2.5, porem para um Nissan Sentra NISMO 2017 com andar e suspensão rígidos, direção sem brilho e motor atrasado, ele parece incompleto. Adicionalmente, o interior envelhecido é amplificado pelo sistema que está bem atrás das unidades competidoras como o Civic e em unidades compactas mais Mainstream como o Chevrolet Cruze. Ao Sentra NISMO seria muito útil mais potência e poderia ser mais fácil de lidar, porem como está, não estamos certos se ele é digno do distintivo NISMO, considerando que sua performance não melhorou muito em comparação aos seus predecessores de 10 anos atrás. Contudo, por conta da geração atual do Sentra estar ai desde 2013, o NISMO talvez seja seu último urro antes que uma nova geração chegue nos anos porvir. Esperamos que, até lá, um Sentra quente retorne como um carro mais redondo e mais capaz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *