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[REVIEW] 2017 BMW M760i xDrive

Mostrando como se faz no série 7 ultimate.

BMW serie 7

Ocorreu uma mudança de opinião na Bavaria. Depois de décadas mantendo seu sedan série 7 de tamanho completo bem longe da divisão M (com exceção da maioria dos pacotes visuais M Sport), a BMW finalmente fixou um crachá M em seu maior sedan. Existem muitos carros tipo M na verdade – nós contamos 12, mas talvez tenhamos pulado alguns.
Mesmo enfeitado por distintivos, o M760i não é uma criação M completa seguindo as linhas do M3 ou do M5. Ao invés disso, ele entra na mesma categoria M adjacente (a BMW chama de M Performance) populado pelo M240i, o X4 M40i e o M550i. Mesmo assim, ele assenta no topo da montanha de preços da série 7 e é alimentado por um V-12. Porém isso é um desvio significativo dos antigos 760i alimentados por V-12, um sedan esticado e hedônico com pouco interesse em deleites esportivos.

Hierarquia dos cavalos.

Talvez a BMW esteja começando a se sentir ameaçada pelo Alpina, um modificável de longa data. A roupagem mais recente de tunagem na série 7 é o B7, é uma besta de sedan com motor turbo gêmeo V-8, cravando equivalentes 600 cavalos. Assim sendo, a decisão da BMW de tunar o motor gêmeo turbo 6.6 litros V-12 do M760i para exatos 601 cavalos soa como uma estratégia transparente para manter a fábrica oferecendo coisas no topo da hierarquia. Nós não estamos reclamando – nem mesmo quando esse glorioso 12 cilindros nos serve uma faixa do mais macios 590 lb-ft de torque imagináveis em baixíssimos e deliciosos 1550 rpm (isso é 1450 rpm a menos do que se leva para chegar aos 590 lb-ft do Alpina).

Comparações clichés com seda e veludo não conseguem capturar o quão fácil esse V-12 entrega sua arrancada. Um acelerador de longo alcance deixa fácil de ir progredindo na potência, enquanto o modo esportivo rapidamente responde sem parecer abrupto. Nossa única reclamação é o barulho amplificado que vem dos alto-falantes. Uma observação para a BMW: Deixe esse V-12 com calibre de Beyonce cantar em sua voz natural ao invés de usar autotune.

Com seu câmbio automático padrão de oito marchas e uma tração nas quatro rodas colocando o torque no chão, o M760i cobra caro, chegando aos 60 mph em escassos 3-5 segundo e vai alcançar a marca da centena em 7.9 segundos. Seus resultados em um quarto de milha são de 11,7 segundos na velocidade de 123mph, rivalizando com o Hellcat de 707 cavalos. Entretanto, ele não chega a alcançar os resultados do Alpina, já que seu V-12 com vantagem de um cavalo não foi suficiente para pagar a penalidade de 202 libras, deixando o M760i atrasado em 0,1 segundo em relação ao maravilhoso B7 nos 60 mph e através do quarto de milha.
Peso importa.

A massa a mais que os quatro cilindros adicionais e os adicionais de luxo trouxeram também prejudicou o desempenho quanto ao manejo do BMW comparado ao Alpina. Ainda assim, são 0.94-g orbitando em volta de uma pista curva pode ser considerado como um verdadeiro dedo do meio para a física. Ambos foram testados com os pneus Michelin Pilot Super Sport, porem o Alpina, com seus pneus ligeiramente mais largos em comparação a borracha do M760i, alcançou ainda mais absurdos 0.97g. Freios massivos trazem ambos os sedans ao repouso dos 70 mph em curtos 151 pés, sem nenhum sinal de desgaste.

Apesar de ser toda essa maravilha na estrada, o M760i ainda se sente feliz em fazer seu papel de limusine, especialmente em seu modelo Comfort padrão. A combinação de direção lenta e docemente constante, molas pneumáticas e cadeia cinemática corrida deixam uma impressão convincente de um Rolls-Royce (sem surpresa, considerando esse V-12 similar ao que a BMW instalou em seu Rolls The Ghost). Mesmo com rodas de 20 polegadas embaladas em pneus de alta performance, o andar é sublime e com uma quietude quase estranha. Seu torque baixo massivo permite flutuar sem esforço, sem a necessidade de alcançar os picos de 3000 rpm.

Mudar para o modo esporte acorda a resposta do acelerador e do cambio, de repente, o V-12 soa mais ardente em chegar a linha dos 7000rpm. A suspensão também se fecha e faz um belo trabalho disfarçando o peso prodigioso do M760i, com sua rolagem de corpo quase inexistente. Ainda que a direção possa ser muito pesada nesse modo e permanecer desprovida de pegada, o carro tem manejo hábil e pode alcançar um ritmo em curvas e esquinas.

Exclusividade, quantificada.

Assim como o modelo do Mercedes AMG V-12 65, o caso do motor de 12 cilindros é mais sobre exclusividade do que sobre performance absoluta. Em concordância, a base de preço do M760i xDrive é de $156.495 (o que inclui uma taxa de $1700 por beber muita gasolina) senta no topo da escada. Não só é quase $17000 mais caro que o Alpina B7, também é o BMW mais caro disponível nos EUA, batendo até o i8 hibrido esportivo.

Nosso carro de teste foi melhorado com a adição de uma opção de pintura mate especial por encomenda de Marron escuro congelado metálico pelo preço de $5200. Outra opção incluía $900 pelo teto solar panorâmico, $3400 por estéreos Bowers & Wilkins, $400 por um couro melhor e combinados $7550 pelo pacote de Assentos Traseiros Luxuosos e Assentos Traseiros de Salão Executivo, consistindo em um par dar tronos ventilados, aquecidos, que fazem massagem e tem telas de entretenimento.20

Mas, mesmo no preço testado de $179.595, esse série 7 ainda soa como uma barganha comparado ao seu competidor mais próximo, o Mercedes AMG S65, que leva como preço base quase $230.000. Claro que uma taxa de entrada mais elevada pode ser um ponto de venda para esses escalões superiores. Talvez um M760i somente seja a máquina para você mostrar ao Alpina B7 do vizinho quem é que manda. Para manter a ordem das coisas na visão da BMW, tudo que você tem que fazer é evitar rachas de rua.

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