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Turbo – Potência Arriscada!

Quantos de nós já não escutamos alguém falar que o motor de um carro turbinado “abriu o bico”? Pois é, o risco disso acontecer é grande por várias razões, mau uso do proprietário, má instalação do kit de turbo, erro no acerto do carro ou simplesmente o motor já estava cansado. Um motor já muito rodado não irá agüentar a pressão nem a rotação excessiva a qual o turbo irá submetê-lo.

No entanto existem receitas básicas que podemos utilizar de acordo com a finalidade de uso do veículo. Um veículo que será usado no dia-a-dia poderá usar uma pressão baixa (0,4 bar para álcool e 0,6 bar para gasolina) para que não tenha um consumo de combustível excessivo, portanto seu risco de quebra será menor.

Já um veículo que será usado em competições terá que ter um preparo maior para que possa ser usado sobre um regime de limite extremo, tendo assim seus pistões e bielas substituídos por peças forjadas, embreagem do tipo cerâmica com mais pressão nas molas do platô. Além dos itens anteriores, bicos extras de injeção combustível, caixa de retardo de ponto de ignição para veículos equipados com injeção eletrônica também são necessários. Somadas as alterações no motor propriamente dito, outras modificações importantes ficam por conta de suspensão com calibragem de amortecedores e molas mais rígidas, freios redimensionados (discos e pinças maiores e se possível, ventilados) e pneus mais largos do que os originais de fábrica.

Quanto menor for uma turbina, mais cedo se cria pressão suficiente no coletor de escape para um acionamento eficiente do conjunto. Por outro lado, quanto maior for a turbina, mais baixa a pressão do coletor e da câmara de combustão, melhorando assim o fluxo dos gases nas rotações mais altas, obtendo-se aí o máximo de rendimento.

Estas são dicas básicas de preparação que servem para a maioria dos veículos, obviamente cabendo particularidades que variam de acordo como cada carro e até mesmo em um único veículo pode mudar de acordo com o seu modelo e ano de fabricação. Vale lembrar que o veículo equipado com turbo, mesmo que com pressão baixa na turbina e com a devida preparação está mais sujeito a fadiga do motor, desde que não se faça uma manutenção mais rigorosa e e periódica, como a troca do óleo e filtro de óleo do motor a cada 3000 km (mesmo que o fabricante do motor e do óleo recomende quilometragens maiores) e a troca de água e aditivo do sistema de arrefecimento, etc.

Entretanto, vale lembrar que assim como um carro original de fábrica, o carro com preparação turbo também está sujeito a fadiga do motor precoce se for utilizado no seu limite por muito tempo. A utilização do kit é recomendada sobretudo para situações particulares, como ultrapassagens, subidas com carga, propiciando maior segurança e agilidade.

4 Comments

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  1. Estou com com um problema em uma parati 1.0 16v turbo.
    Quando paro no semaforo noto que esta fumando, mas quando acelero para a fumaça, mas na torca de marcha sai fumaça de novo!
    Será que foi turbo pro SACO ?
    Será que posso troca por outro maior e manter a mesma pressão original?
    E que turbo me indicaria?

    Obrigado!!!!!

    att: Beto

  2. Boa tarde
    Gostaria de saber se alguem do clube possui um kit turbo instalado no r19 1.8 16v e quanto custo e oq ele achou do resultado

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