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Volkswagen apresenta “Micro Hibrido” e Motor de três cilindros flex

Bluemotion Golf TSI

Por anos, dentro da Volkswagen, falar de melhorias na eficiência quase sempre envolvia TDI – o carimbo que denotava a tecnologia diesel da VW, agora estagnada nos Estados Unidos por conta do custoso escândalo de emissões da companhia. Não é surpresa que, essa semana, no Vienna Motor Symposium, a montadora apresentou vários caminhos diferentes que parecem levar a uma mobilidade neutra em Carbono – sem nenhuma menção ao TDI.

Golf TSI BlueMotion Micro Hibrido

Um deles é o VW Golf TSI BlueMotion, alimentado por um novo motor de 1,5 litro TSI (Turbo, injeção direta) de quatro cilindros à gasolina contendo um, segundo denominado pela companhia, “sistema micro hibrido acessível”

Isso essencialmente equivale a um sistema de partida/parada com uma área de atuação significativamente maior. O novo sistema BlueMotion emprega a versão de sete velocidades do câmbio automático VW DSG de dupla embreagem. Se você levantar gentilmente seu pé do acelerador, ele simplesmente desembreia e desativa o motor em velocidades acima de 81 mph. A configuração é um pouco mais complicada do que parece, requerendo uma bateria de alta capacidade – aqui sendo uma bateria compacta de lítio-íon – para aguentar a carga elétrica do veículo durante as longas passagens costeiras do carro com o motor desligado. A bateria é gerenciada em conjunto com uma bateria tradicional de ácido e chumbo, com diodo-Q especial para isolar os sistemas do veículo contra o circuito de arranque. Três métodos são usados para religar o motor: Usando o botão de partida. Reengatar a embreagem para acionar o motor ou combinar ambos.

Apesar das “características do estilo hibrido” que a VW afirma prover no sistema BlueMotion talvez não constituírem o hibrido em suas definições tradicionais, ela promete um aumento em 2 mpg, baseado nos números extremamente otimistas do Ciclo europeu (chegando em até 50 mpg dos 48 mpg).

O motor TSI de 1,5 litro, introduzido na Europa esse ano, também possui gestão ativa de cilindros da VW, que desliga dois cilindros quando sob pouca carga.

A Volkswagen também revelou um novo motor que será oferecido em modelos subcompactos: um motor tubo de 1 litro, três cilindros e 89 cavalos, desenhado para gás natural comprimido (CNG), mas também sendo capaz de rodar com gasolina. Quando o motor está quente e sob baixa carga, ele roda com dois cilindros com uma rica mistura enquanto outro está em uma mistura rala. Isso cria um vapor de exaustão mais rico em oxigênio por onde o catalisador pode ser mais eficiente em converter metano.

A forma das coisas porvir? Ainda não.

Entretanto, ambas tecnologias dificilmente serão trazidas diretamente aos Estados Unidos em breve. Apesar da Volkswagen de fato planejar trazer o motor TSI 1,5 litro para os EUA dentro de alguns anos – no Golf da próxima geração, dentre outros produtos – é improvável que o custo do sistema iria gerar ganhos suficientes em um teste EPA; nem a Volkswagen espera passar pelo trabalho todo de federalizar o pequeno triplo de 89 cavalos.

O que podemos contar como certo da Volkswagen esse ano nos EUA é eletrificação – do jeito que a Califórnia e outros estados com o mandato de zero-emissão exigem, com designs previstos nos conceitos dos veículos I.D BUZZ, BUDD-e e I.D. Crozz. Também temos uma nova geração de híbridos a caminho.

Enquanto a VW não tem muito escolha em algumas de suas emendas – incluindo um programa para eletrificar a América em 10 anos – ela está se dando bem do seu jeito, num ambiente regulatório mais rigoroso, investindo 11 bilhões de Dólares para aumentar a eficiência do combustível em 15% nos seus motores de combustão interna. Isso ultrapassa em mais de $3 bilhões do que foi investido nos últimos cinco anos. É um indicador forte de que nós podemos ter esse avanço e, mesmo para uma Volkswagen em apuros, o motor de combustão interna certamente ainda não está morto.

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