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Controles através de gestos tem que morrer

Controle de gestos BMW série 7

Enquanto discutia as ultimas noticias automotivas essa manhã, o editor chefe Mike Austin trouxe à tona uma patente que ele estava analisando, que falava sobre controles a partir de gestos fora do carro para controlar travas, janelas e afins. Essa não é a primeira vez que ouvimos falar de controles gestuais usados em carros, a BMW oferece eles em seu Série 7 e a Volkswagen está à beira de oferece-los no Golf. O que me preocupa é que, talvez não seja a última vez que ouviremos falar sobre eles.

O case da BMW Série 7

Para entender, vamos olhar para o único carro no mercado americano com controles gestuais vindos de fábrica, o BMW Série 7. Nós o trouxemos para o Prêmio Anual de Tecnologia. O sistema permite ao piloto ajustar volume, atender ligações e pular para quaisquer funções do sistema que preferir com uma variedade de toques, movimentos e giros. Parecia funcionar como na propagando e você nunca tinha que apertar botão algum. Porem pense em todos aqueles movimentos. Todos eles envolvem mover todo seu braço no meio do carro. Como isso pode ser mais fácil que esticar seu braço e tocar a tela ou girar um botão ou, ainda melhor, mover seu polegar um pouquinho no volante e apertar um botão?

Além de requerer mais trabalho, controles por movimento também pecam em precisão e respostas positivos em comandos mais simples. Vamos usar a mudança de volume, por exemplo. Com botões, é óbvio que um clique ou um giro equivale a um aumento pequeno no volume disponível. Quando você mexe sua mão, cinco graus de giro podem aumentar o volume em um nível, ou talvez você precise de 10 graus. Também seria fácil ir longe demais no ajuste do volume, por conta de somente alguns de nós ter controle preciso de nossas mãos livres, leves e soltas, especialmente num veículo em movimento. E então você tem que girar e girar para acertar o volume durante 30 segundos ao invés dos 5 que levaria se usasse um botão.

“Mas Joel, como você pode desconsiderar essa tecnologia se só existe um carro no qual a gente pode testar? ” Eu posso porque a Microsoft tentou nos vídeo-games e não funcionou bem. No meio da moda de controles de movimento que se seguiu a introdução do Nintendo Wii, a Microsoft lançou o Kinect para Xbox 360 e, mais tarde para Xbox One. Foi além de controles com sensores, até uma câmera que pode detectar movimentos corporais. A tecnologia era impressionante, mas sofreu de todos os problemas listados acima. Requeria mais esforço, tento menos precisão que os botões e controles de sensor oferecidos. E, se você está jogando multiplayer competitivo no Call of Duty ou Halo, a velocidade e precisão são mais importantes que usar um esquema de controles futuristas.
Isso também toca em outro problema com controles de movimento. Assim como você não quer controles espalhafatosos entrando na frente de sua importantíssima performance em jogo, você não os quer também atrapalhando sua direção, ainda mais importante. Eu enxergo controles por movimento como uma distração real. Voltemos para o exemplo do volume no qual, usando movimentos, levaria 30 segundos em oposição aos 5 do botão. Numa velocidade de auto estrada, 30 segundos é um tempo longo no qual dividir sua atenção, ainda mais focando em uma ação que não é dirigir. Você pode cobrir meia milha à 60 mph nesse período de tempo e, se não estiver prestando atenção, isso pode resultar em uma batida.

Recapitulando, controles por movimento e gestos necessitam de mais esforço e são menos precisos, sendo potencialmente distrativos e perigosos. Nada disso é positivo, muito menos em um carro. Então, para o benefício de todos, vamos deixar os controles por movimento morrerem.

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