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Problemas no sensor de rotação?

Problemas no sensor de rotação?

O sensor de rotação é o mais importante sensor do sistema de injeção, podendo provocar o não funcionamento do motor em caso de alguma avaria, pelo que saber reconhecer os sintomas de um mau funcionamento deve ser um conhecimento que todos os motoristas deveriam possuir, pelo menos de forma a prevenir danos em mais componentes do motor. Mas como detetar problemas? Quais os sintomas mais comuns? Nada como umas pequenas noções desde a sua função, passando pelo diagnóstico de avarias, até à sua manutenção.

Um breve resumo sobre o sensor de rotação

sensor de rotação 3Para que saiba reconhecer problemas no sensor de rotação é importante que perceba o que este é, e qual a sua função no veículo. Os sensores de rotação foram criados para monitorar os componentes complexos e  sistemas computadorizados que integram os veículos com motor de combustão interna.Tal foi alcançado através de uma combinação de ímãs e uma bobina indutiva, com uma localização próxima à polia principal do virabrequim, ao volante do motor ou diretamente no virabrequim. Deste conceito mecânico nasceu o sensor de rotação, rapidamente alcançando o seu papel como um dos sensores mais importantes dos atuais motores a combustão. Este sensor faz assim uma monitoração da relação entre as válvulas e os pistões do motor, mantendo o tempo de válvulas variável, medindo ainda a velocidade do motor através do cálculo das suas rotações por minuto. Alguns dos modelos mais recentes deste tipo de sensor operam com base no efeito Hall, funcionando graças a uma tensão diferente ao longo de um condutor elétrico, terminando com a criação de um campo magnético. Neste caso o semicondutor elimina a necessidade da bobina indutiva e dos ímãs.

 

Quando estamos perante sintomas de problemas

Como qualquer componente mecânico e elétrico de um veículo, os problemas normalmente são detetados quando a peça deixa de funcionar, portanto, quando o sensor de rotação para de funcionar totalmente, ou então vai dando pequenas pistas através de problemas de temporização do motor. Neste caso podemos assistir desde ignições aparentemente normais com a paragem do motor após alguns segundos ou minutos, ou até pode mesmo nem ligar. Assim sendo, algumas pistas para as quais devemos estar atentos passam pela existência de backfires (refluxo de ar e combustível) ou rotações irregulares no caso de o veículo ligar.

 

Como ter a certeza – diagnóstico

teste de osciloscópioApós as nossas suspeitas, a única forma de ter a certeza é através da realização de um diagnóstico por um profissional especializado. Para que o diagnóstico seja fiável, é necessário recorrer a um osciloscópio, sendo possível determinar o momento da ignição em tempo real em vários regimes do motor, sem a necessidade de desmontar componentes, visualizando-se a forma de onda emitida, assim como o sincronismo de funcionamento. Também se poderá testar com o multímetro a resistência interna, contudo este  não é um teste conclusivo, podendo incorrer num erro de análise.  Mas é possível fazer um diagnóstico sem o osciloscópio? Bem, mediante o exposto e caso o seu mecânico não tenha um osciloscópio e lhe tente vender a ideia de que este não é necessário, uma coisa é certa, sem o recurso a esta ferramenta só será possível determinar a posição da roda geradora de impulsos em relação à árvore de manivelas de forma estática, posicionando a marca de referência da engrenagem da árvore de manivelas com a indicação no bloco do motor elevando o primeiro cilindro. Assim, neste caso, a marca de referência da roda geradora de impulso sincroniza-se com a marca de referência do flange. O que isto tudo quer dizer? Pelo menos que terá que se proceder à remoção das tampas da correia dentada, da transmissão, da embreagem e do volante do motor para ter um diagnóstico ‘correto’… contudo, sem a garantia de evitar algum erro, e com a única certeza de muitas horas de trabalho que depois aumentarão o custo da sua conta a pagar. Caber-lhe-à sempre a si ponderar o que é melhor para o seu veículo, tanto com base na experiência e competências do profissional que o está assistir, assim como de acordo com as despesas que pode comportar.

 

Mas quais são as soluções?

Fez-se o teste com o osciloscópio e o sensor de rotação não está a funcionar corretamente? Então o sensor de rotação tem que ser substituído.  Opte sempre por um mecânico que seja especializado na marca/fabricante do seu automóvel para que possa obter as peças e o serviço adequado, e se possível, evite utilizar peças usadas na substituição de componentes fundamentais. Estas podem ser mais baratas, mas a probabilidade de falharem é bastante superior relativamente às novas.

 

Manutenção do sensor de rotação?

 

sensor de rotação 2

Sim, uma manutenção adequada do sensor de rotação, quer com o objetivo preventivo quer corretivo, é uma das formas de ter sempre o seu motor protegido, aliás, as revisões dos automóveis são importantes por isso mesmo. Tendo em conta que os sensores de rotação tanto indutivos como os Hall dependem de um campo magnético de um imã para poder gerar o sinal, um passo básico de manutenção reside na remoção e limpeza do sensor eliminando possíveis resíduos ferrosos que o imã tenha atraido. Estes resíduos quando presentes podem provocar distorções no sinal, e posteriormente falhas de funcionamento do motor. Outro aspeto que também pode afetar o sinal reside em possíveis danos na roda dentada ou fônica. Assim sendo, rodas com alterações (dentes lascados, partidos, rodas mal fixas ou desalinhadas) devem ser substituídas ou reparadas, não se aconselhando soldar as mesmas numa tentativa de as recuperar. Uma das mais valias do teste de osciloscópio (para além de permitir testar parâmetros como a  continuidade do circuito, a resistência elétrica do sensor indutivo, a tensão de alimentação e o sinal), reside no facto de se poder detetar possíveis maus contactos nos conectores ou algum fio interrompido no chicote, sendo este tipo de falha uma das maiores causas de defeitos. O sincronismo da correia dentada será também um dos últimos parâmetros a avaliar e se necessário corrigir, mas tal como todos os outros componentes, a ser realizado sempre por um profissional.

Esperamos que agora o sensor de rotação e os seus problemas já não sejam um mistério para si, e que se alguma vez o seu motor não ligar, possa brilhar com os seus conhecimentos gerais, pelo menos sabendo qual a possível origem da falha.

 

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7 comentários

  1. cristiano disse:

    Ola . gostava de saber se esse sensor de rotução, faz este sintomas ..

    – em ponto morto , sobe rotação ate as 2500rpm e fica lá por uns minutos e depois volta ao normal ..
    Em andamento tambeim o faz .

    Alguem pode me dar uma informação?

    Comprimentos

    1. ana clara theobald disse:

      gostaria de saber se o sensor de rotaçao estiver ruim se sai sem telha no cabo de vela? me responda ´por favor

  2. Nelson disse:

    TO com o mesmo problema que o Cristiano , Por Favor respondam.

    Obrigado.

  3. alvaro aparecido figueira disse:

    gostei das informações que obtive.
    gostaria de saber consertar o alternador da ranger v6 ano 96
    desde já muito obrigado
    alvaro aparecido figueira

  4. cleiton disse:

    meu golf 2001 1.6 esta de vez em quando falhando e limitando o carro a 3000 rpm, somente apos desligar e ligar de novo volta ao normal por mais um tempo e o ar condicionado parou de funcionar e ja levei ao cara do ar e ele disse que o sistema de ar cond. esta tudo normal. tudo isto pode ser causado pela falha do sensor de rotação???

  5. lucas disse:

    como coserta o sistema de rotacao do palio 97 e onde fica este cabo

  6. antero luis disse:

    já troquei a bobine mas continua com o mesmo problema quando atinge 60graus de temperatura ele corta a corrente para as velas

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